Junho chegou e trouxe
um monte de filme maravilhoso pra ver no cinema! O primeiro da lista foi Alice
Através do Espelho e eu tava doida pra assistir. Amo os filmes da Disney e
precisava de uma folga desse monte de filme de herói que ta lançando ultimamente.
O primeiro filme da Alice não é meu favorito no mundo, mas eu gosto bastante.
Pra mim, ele é muito dark, o que é compreensível já que se passa no reinado da
Rainha Vermelha, e eu já sou acostumada com aquele ambiente colorido e maluco
do desenho animado. Por isso, o segundo ganhou meu coração. Ele é colorido e
lindo, fora que eu prefiro a história dele. Mas enfim, vamo logo falar desse
filme e podem relaxar, não tem spoiler!
O filme acontece mais
ou menos três anos após a visita ao País das Maravilhas da Alice. Ela se torna
capitã do navio do seu pai e viaja pelo mundo durante esse tempo. Quando volta
pra casa descobre que seu sócio morreu e o filho nojento (e ex quase noivo
dela) assumiu a companhia e comprou os 10% de ações que ela tinha e o navio de
seu pai. Além de tudo isso, ela é proibida de viajar de novo e o único trabalho
que oferecem é pra arquivar papeis do escritório da firma. Depois de ouvir tudo
isso, ela foge e encontra com o Absolem, aquela lagarta azul do primeiro filme.
Em forma de borboleta, ele conduz a Alice até uma sala e entra no espelho. Como
ela tava encurralada, segue ele e entra no espelho também. Daí é óbvio onde ela
chega né? No País das Maravilhas!
Ela encontra com todo mundo logo de cara, mas
não ta tudo certo. O Chapeleiro Maluco ta muito mal e a única pessoa que pode
ajudar é a Alice. Ele tem certeza que a família está viva, mesmo isso sendo
impossível, e a missão dela é voltar no tempo pra salvar eles da Rainha
Vermelha. O único jeito disso acontecer é roubar a CronoEsfera do Tempo, que,
no caso, é uma pessoa e tem um caso com a Rainha Vermelha. Depois de roubar o
que precisa, ela sai numa jornada pelo passado com a intenção de salvar a
família Cartola, e acaba descobrindo fatos que explicam muito sobre a atual
formação do reino.
Como eu já falei, eu
amei demais esse filme. É todo colorido, todo lindo e eu nunca vou superar o
gato Cheshire bebê, ai que coisa fofa! A história também é maravilhosa. Gostei
bem mais do que a do primeiro, me prendeu do começo ao fim, talvez por não ser
sobre uma guerra do começo ao fim. O final também me surpreendeu muito, não é
tipo clichê, apesar de ser, não sei explicar. Ah, também passa umas lições
importantes sobre o tempo e como ele pode ser várias coisas na nossa vida, além
de algumas outras que eu não posso contar senão vira spoiler. Recomendo pra
todo mundo, a fotografia é linda, o roteiro é maravilhoso e não deixa a desejar
de jeito nenhum!
TÍTULO DO FILME: CABRA
MARCADO PARA MORRER (Brasil, 1984) DIREÇÃO: Eduardo Coutinho
ELENCO: Elisabeth
Teixeira e família, João Virgínio da Silva e os habitantes de Galiléia
(Pernambuco). Narração de Ferreira Gullar, Tite Lemos e Eduardo Coutinho. 120
min., Globo Vídeo.
RESUMO
Em fevereiro de 1964
inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história
política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira,
assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças
militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens.
Dezessete anos depois,
o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro,
Elisabeth Teixeira -- que até então vivia na clandestinidade -- e muitos dos
outros camponeses que haviam atuado no filme antes brutalmente interrompido.
CONTEXTO HISTÓRICO
As Ligas Camponesas
vinham sendo criadas desde meados dos anos 50 com o objetivo de conscientizar e
mobilizar o trabalhador rural na defesa da reforma agrária. Durante o governo
de João Goulart (1961-64), o número dessas associações cresceu muito e, junto
com elas, também se multiplicavam os sindicatos rurais. Os camponeses,
organizados nessas ligas ou em sindicatos ganharam mais força política para
exigir melhores condições de vida e de trabalho.
A renúncia de Jânio
Quadros em 25 de agosto de 1961, após apenas sete meses de governo, abriu uma
grave crise política, já que seu vice, João Goulart, não era aceito pela UDN e
pelos militares, que o acusavam de promover agitação social e de ser simpático
ao comunismo. Assim como esses setores eram contrários à posse de Jango,
existiam outros que defendiam o cumprimento da Constituição, como o governador
do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.
O impasse foi
resolvido com a adoção do regime parlamentarista de governo, aprovado pelo
Congresso. Com esse regime, Jango era apenas chefe de Estado, sendo que o poder
efetivo de decisão estava nas mãos de um primeiro-ministro escolhido pelos
deputados e senadores.
Diante da crise
econômica, o regime parlamentarista imposto pelos conservadores, se mostrava
ineficiente, com a sucessão de vários primeiros-ministros, sem que a crise
fosse atenuada. Esse cenário fortalecerá o restabelecimento do
presidencialismo, conquistado através de um plebiscito em 6 de janeiro de 1963.
Reassumindo a plenitude de seus poderes, Jango lançou as reformas de base
apoiadas por grupos nacionalistas e de esquerda.. Elas incluíam a reforma
agrária, a reforma do sistema bancário, a reforma tributária e a reforma
eleitoral.
Muitos comícios foram
organizados em apoio às reformas, destacando-se um comício-gigante realizado na
Central do Brasil do Rio de Janeiro em 13 de março. A mobilização popular nos
comícios assustava as elites que, articuladas com as forças armadas e apoiadas
pelos setores mais conservadores da Igreja desferiram um golpe de Estado em 31
de março de 1964.
No dia seguinte, o
controle dos militares sobre o país era total e, no dia 4, Goulart se
auto-exilou no Uruguai, sem impor qualquer resistência aos golpistas, temendo
talvez o início de uma guerra civil no país.
Iniciava-se assim um
dos períodos mais obscuros da história do Brasil, com 21 anos de ditadura
militar que promoveu uma violenta onda de repressão sobre os movimentos de
oposição, além de ter gerado uma maior concentração de renda, agravando a
questão social, produzindo mais fome e miséria. Os "anos de chumbo"
da ditadura ocorreram após o AI5 (Ato Institucional número 5), no final do
governo Costa e Silva (1968), estendendo-se por todo governo Médici
(1969-1974).


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