segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sociedade dos Poetas Mortos

Exibição do Filme dia 29 no PIMEV



Adoro este filme, com seus diálogos inteligentes e bem humorados, principalmente em se tratando do personagem maravilhoso do professor nada tradicional, John Keating (Robin Williams), que trata com tanta sensibilidade a relação difícil entre pais e filhos, professores e alunos, sonhos e realidade (tanto pessoais, como projeção de realização para os mais jovens, pelos seus pais), mostra conflitos diante de uma educação castradora e uma mais flexível e mais humanizada, numa fase tão difícil da vida, que é a adolescência e o final dela, onde se tem que fazer escolhas muito complexas, que poderão mudar todo o rumo de suas vidas para sempre, e as consequências disso tudo. É um filme tocante, com uma fotografia impecável, assinada por John Seale (Oscar pelo filme O Paciente Inglês - 1.996), porque não dizer majestosa e não apenas nas imagens da natureza ao redor do campus, como a cena do aluno descendo uma colina de bicicleta, causando uma revoada de pássaros à beira de uma lagoa, é simplesmente esplêndida. Mas também as cenas de interiores também são ótimas, com iluminação perfeita. Tem um elenco jovem incrível, nomes que iniciaram aí e que ficaram muito conhecidos, como o caso de tímido Todd Anderson (Ethan Hawke), Knox (Josh Charles) e o lindo Neil (Robert Sean Leonard). Foi indicado a várias premiações no Oscar 1.989, para Melhor Filme, Diretor, Ator, mas só ganhou o de Melhor Roteiro Original para Tom Schulman. Acredito que merecia o de Fotografia, mas infelizmente nem foi indicado. Teve indicação ao Globo de Ouro para: Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro, também não ganhou nenhum. Ganhou o César, por Melhor Filme Estrangeiro. Curiosidades: Foi a primeira indicação ao Oscar, de Melhor Filme, do Estúdio Touchstone Pictures. A frase "Carpie Dien. Aproveite o dia meninos. Façam suas vidas extraordinárias", foi eleita a 95º entre 100 frases do cinema mais citadas, segundo o American Film Institute. Para manter os jovens bem unidos, o diretor manteve todos eles no mesmo quarto durante as filmagens. O filme foi filmado na Escola privada de St. Andrews, em Delaware, nos Estados Unidos. O ator Liam Nieeson era a escolha original para interpretar o papel principal, mas como houve a troca também de diretor (Jeff Kanew para Peter Weir, Robin Williams assumiu o personagem. Os nomes de Dustin Hoffman e Bill Murray também circularam pelo personagem de John Keating. Williams e seu personagem foram satirizados na série animada Os Simpsons, onde foi mostrado como um professor de literatura maníaco é responsável por destruir uma geração de educadores. A foto usada para mostrar o anuário de John, numa turma antiga do colégio, é uma fotografia real de Williams, de sua própria formação, em uma outra escola, é claro. Assista, este filme é um clássico do cinema, do seu tempo. Não deixe de ver ou rever!!!


domingo, 23 de abril de 2017

Elena

Foi um sucesso a primeira apresentação do CineClube Vale um Filme!
Agradecemos a todos e todas que compareceram e colaboraram nesse projeto!









sábado, 15 de abril de 2017

Elena





Elena é um filme brasileiro de 2012, dirigido por Petra Costa e produzido pela Busca Vida Filmes. É um documentário baseado na vida da atriz Elena Andrade, irmã mais velha de Petra. Foi premiado em diversos festivais ao redor do mundo e aclamado pela crítica, considerado uma experiência única no cinema contemporâneo, por extrair de um tema difícil - o suicídio da irmã da diretora Petra Costa - sua força poética e cinematográfica. Em 2014, ganhou publicação em livro pela Arquipélago Editorial: "Elena - O livro do filme de Petra Costa". A obra traz o roteiro do filme, de autoria de Petra Costa e Carolina Ziskind, depoimentos, ensaios fotográficos, imagens de arquivo e entrevista com a diretora.
Em 2014, o filme também foi pré-selecionado para indicação ao Oscar 2015 na categoria de Melhor Documentário, na 87ª edição da cerimônia.
Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade durante a ditadura militar e uma adolescência vivida entre peças de teatro e filmes caseiros. Também deixa Petra, sua irmã de 7 anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas: fitas de vídeo, recortes de jornais, diários e cartas. A qualquer momento, Petra espera encontrar Elena andando pelas ruas. Aos poucos, os traços das duas se confundem. Já não se sabe quem é uma e quem é a outra.
A despedida veio na forma de um presente singelo: uma concha. “Quando você sentir saudade, encoste a concha no seu ouvido e assim a gente pode se falar”, disse a irmã, Elena, 13 anos mais velha. Petra, de apenas 7, escutaria muitas vezes aquela concha nas semanas seguintes. Meses, anos, duas décadas se passaram. Petra já era atriz e cineasta quando voltou a Nova York à procura de Elena, decidida a filmar a saudade.
Elena é um filme sobre a persistência dessas lembranças, a irreversibilidade da perda, o impacto causado na menina de 7 anos pela ausência da irmã, a quem Petra chama de sua “memória inconsolável”. “Pouco a pouco, as dores viram água, viram memória”, diz a diretora, a um só tempo atriz e personagem.
Elena é, também, um filme sobre a aventura de crescer, uma história de três mulheres que dialoga com temas como família e maternidade, dor e superação. É, ainda, um filme sobre o Brasil pós-ditadura militar, sobre a geração que nasceu clandestina e cresceu entre os anos 1970 e 1980, com o desafio de batalhar por seus sonhos em tempos de abertura e esperança.
A ideia de fazer um filme sobre a irmã surgiu quando a diretora Petra Costa tinha 17 anos e encontrou, em casa, um antigo diário de Elena, escrito quando ela tinha a mesma idade, 13 anos antes. "Tive a estranha sensação de estar lendo palavras minhas, como se aquele diário fosse meu", diz Petra. A identificação foi enorme. Na mesma época, a leitura de Hamlet e a descoberta de Ofélia também serviram de inspiração, bem como assistir ao filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky - que, entre outros assuntos, trata do rito de passagem da vida adulta, embora do ponto de vista dos rapazes. O projeto do filme permaneceu em banho-maria por dez anos, sendo elaborado pouco a pouco. Durante esse tempo, Petra se envolveu em outros trabalhos, dirigiu o premiado curta Olhos de Ressaca, até finalmente se sentir preparada para mergulhar nas memórias da irmã.
Petra encontrou cerca de 50 horas de filmes caseiros feitos pela irmã, das quais ao menos 20 horas haviam sido gravadas no ano em que ela, Petra, nasceu. Foi quando Elena, aos 13 anos, ganhou sua primeira câmera. Em seguida, Petra entrevistou cerca de 50 familiares e amigos de Elena, totalizando algo em torno de 200 horas de material. Quando foi a Nova York, levou consigo uma agenda de telefone com os antigos contatos da irmã e pôs-se a procurar todas as pessoas que estavam ali, uma por uma, buscando os nomes na internet e nas redes sociais. O longa finalmente começou a tomar corpo e a ganhar o aspecto definitivo quando a diretora decidiu inserir-se na cena, como personagem e documentarista, gravando também seu percurso e estruturando o roteiro em parceria com Carolina Ziskind.
Além de Nova York e São Paulo, algumas cenas de Elena foram rodadas na Bahia e também em Barra do Una, no município de São Sebastião, no litoral paulista. Foram dois anos e meio de produção até a première no 45º Festival de Brasília, em setembro de 2012, onde Elena ganhou os prêmios de melhor direção, direção de arte, montagem e melhor filme segundo o júri popular, todos na categoria documentário.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elena_(filme)